12/05/10

Chuva fica no céu, fica!

Olhos pesados. Nariz entupido. Os ouvidos a estalar. Oh Meu Deus que olheiras!

Lenços em tudo o que é bolso. Atchins ao infinito. A cabeça que parece ter dobrado de tamanho. Parece que inchou (deve ter sido de ter visto tanto Papa na televisão). E doi. A garganta, essa traidora, está quase, quase a aderir a este rol de queixas.

Como diz a música: "Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga!". O Variações já o sabia e eu aos poucos começo a entender. Bastou umas pingas de chuva súbitas para me deixar assim. Ranhosa. De nariz vermelho. Com frio. Pálida. Pronto, com cara e sintomas de doente!


Diz a minha mãe: "Com o chá vais ver que melhoras!"

Eu: "Chá de quê?"

Mãe: "Blá blá blá blá blá blá blá e umas gotas de MEL DE ABELHAS!"

Eu: "Já podia ter dito mais cedo! Onde está o chá? Que eu bebo num instante!"


Pois, está mais do que visto que a única coisa boa no meio disto tudo é mesmo o mel de abelhas. Só mesmo o mel para adoçar estes dias. O mel e outras coisas muito docinhas que isto quando se está doente tudo vale para nos curar (ou consolar!)!

Assim sendo e porque isto passará a seu tempo é melhor:

Deixar o corpo pagar
E os remédios actuar,
Porque eu já não estou a gostar! (lá estou eu a variar, ou a avariar, com o António Variações)

Dito isto deixo-vos com um grande ATCHIM, ou seja, um até amanhã mais feliz e menos ranhoso!

10/05/10

Chocolate, para que te quero?!

Imaginem chocolate. Chocolate de todos os feitios e gostos. Montes de chocolate. Uma loja de chocolate. Juntem a isso a talentosa e linda francesa Juliette Binoche. Adicionem agora o "delicioso" Johnny Deep. Irresistível, não?

O resultado? Uma fusão de chocolate, de actores maravilhosos e de um enredo envolvente. Um filme que nos deixa a salivar, literalmente.

O chocolate aqui conta uma história que se divide entre o preconceito, o amor, o medo e a liberdade. Eu juro que de cada vez que revejo o filme só me apetece é devorar tabletes e tabletes de chocolate. Felizmente consigo controlar-me e como uns quadradinhos apenas. E o meu rabo agradece!

Assim deixo-vos aqui o convite para verem o filme mas não se empanturrem de chocolate logo a seguir que eu não me responsabilizo! Podem sempre deliciar a vista e o vosso intelectual com as personagens de Deep e da Madame Binoche que não lhe fica nada atrás! Contem ainda com Judi Dench, Alfred Molina e Lena Olin, todos fazem um brilharete nas suas interpretações.

E pronto. Não consigo resistir. Agora vou ali me lambusar de chocolate e pode ser que regresse ainda hoje. Se não regressar é sinal de que me agarrei ao chocolate e por lá vou ficar o resto do dia. Humm ora deixa cá ver por onde vou começar...

07/05/10

E é assim que me sinto hoje:

Marota, muito marota. Que mais podia ser?!

Ah e também tenho uma vontade incontrolável de rir. Isto de sair com os amigos para jantar deixa-me assim, com vontade de festejar, de rir até de madrugada, de ser o mais leve e descontraída possível!

Parte desta minha disposição de hoje deve-se a toda uma explicação, pouco científica, sobre o licor de canábis que até envolve erecções (in)desejadas e completamente (des)propositadas... Licor de canábis é o novo Viagra, querem ver? O que estes homens dizem... Tenho cá para mim que o estímulo foi outro, talvez mais físico, talvez... É só uma teoria uma vez que não foi eu que bebi o dito licor. Comigo é mais Kamasutra, isto é licor indiano, de seu nome Kamasutra.

Agora percebem qual foi o teor da conversa de hoje com os amigos? Daí a vontade de rir misturada com muita "marotice"!

05/05/10

O «efeito ananás»


Isto de ter um ananás especado a olhar para nós (e nós a olhar para ele) tem muito que se lhe diga. O ananás tem toda uma aura tropical que me transcende. Basta-me olhar assim de relance que me imagino logo numa praia paradisíaca, de papo para o ar a torrar ao sol e a sorver um belo de um cocktail….
O ananás lembra-me Cármen Miranda, logo lembra Brasil, logo lembra praia. É ver/ comer ananás, ou um monte deles, que automaticamente transcendo para outra dimensão. Sem frio, sem correrias, sem preocupações, muito sol e calor onde o lema principal é: “don´t worry, be happy…”!
Há quem diga “Eu gosto é do Verão…”, eu digo: “Eu gosto é de ananás e de todas as coisas boas que a ele associo…” (o que basicamente significa que eu gosto é do Verão!). Agora que penso nisso lembrei-me que estou sempre a confundir ananás com abacaxi e vice-versa, contudo o que eu disse sobre o ananás aplica-se ao abacaxi. Ambos têm coroa, ambos são doces e amarelados por isso, para mim, pelo menos, são idênticos. É como no indiano ontem, não sei bem o que comi mas lá que me provoca boas sensações, ai isso provoca!

04/05/10

Uma noite indiana

Hoje foi dia de indiano. Pela primeira vez pisei um restaurante indiano e mesmo que fosse de olhos vendados saberia logo porque aquele cheiro a especiarias que pairava no ar não enganava ninguém!

Como bom restaurante de comida oriental tinha que ter um indiano que, neste caso, até era o patrão. Sempre muito acessível, percebeu logo que erámos iniciantes e orientou-nos/ aconselhou-nos naquela viagem pelo mundo dos sabores indianos.

Descobri que eles por lá têm molhos muito interessantes e outros muito picantes. Descobri também que o meu namorado tem um paladar muito sensível e eu um paladar meio "adormecido". Era ele a dizer que o molho era muito picante e eu a dizer que não era nada picante, enfim e eu que pensava que não suportava muito bem estas coisas de comidas picantes! E nisto tudo o indiano olhava para nós a ver qual era a hora que ia ter que chamar os bombeiros para apagar o fogo. Mas nós fomos resistentes.

Comemos:
  • uma entrada feita com peixe (cujo nome não percebi) e muitas especiarias,
  • " bhuna de frango" (peito de frango com uma mistura de especiarias indecifráveis),
  • "pilau" (que é arroz com uns ingredientes muito coloridos mas não me perguntem o que era!),
  • "nan com alho" (pão, muito bom por sinal visto que comi mais de metade da porção que nos trouxeram).

Nisto tudo nem pedimos sobremesa estávamos cheios, prestes a rebentar! Contudo não resistimos e sucumbimos à tentação. O indiano lá nos aconselhou uns digestivos com uns nomes muito estranhos.

Para o namorado licor de canábis, e eu pensei: "mas que raio, é legal beber isso?", ao que o indiano parece que leu os meus pensamentos e disse: "é ilegar fumar mas beber podemos!". Para mim um licor indiano de seu nome "Kamasutra". Sugestivo, no mínimo, e bem docinho!

Resultado final: Barriga cheia e satisfeita e uma grande preguiça. O indiano que me aguarde que lá irei mais vezes!

03/05/10

A vida é às cores

Um dia vou ser arqueóloga. A História da Arte um dia vai deixar de ser só uma paixão. Algures nos meus sonhos também vou ser astronauta. Vou ser egípcia com uma veia nova-iorquina e um “je ne sais quoi” parisiense. Vou ser maior, vou crescer, vou viver mais e concretizar mais. Um dia vou viver o Dia da Mãe dos dois lados. E terei aquele sorriso babado e aquele olhar lacrimejante. Um dia vão tentar me vender vestidos de noiva que pesem 50 quilos e me tentar convencer a dar uma festa com 500 convidados. Quando esse dia chegar mudo-me para uma ilha deserta, caso-me por lá e aviso umas 10 pessoas do acontecimento. Um dia vou ter um jardim verde e florido só para mim e para os meus. Vou ser pasteleira e vender os meus bolos num museu enquanto faço uma análise crítica a um quadro. Um dia vou ter uma biblioteca gigante só para mim e o pó não me vai provocar alergia. No meio dos livros de tantos outros vai estar o meu livro. Vou ficar rouca e fisicamente esgotada e não vou ficar cansada com isso porque vou estar a pular e a cantar ao som das minhas músicas preferidas. Um dia quando chegar aos 90 quero dizer que ainda tenho sonhos e que sou feliz. Quero escalar pirâmides, pendurar-me na Torre Eiffel e perder-me em Times Square. Vou dar a volta ao mundo enquanto canto “I`ve got the world on a string”. Um dia vou concorrer a presidente e desistir no último minuto porque descobri que a vida é boa demais para ser levada muito a sério. A vida é para ser saboreada, a vida é para ser cantarolada, a vida é para ser amada, a vida existe porque o sonho também. “Esse dia” começa hoje. Vendo bem já começou há muito tempo atrás só agora é que escavei fundo o suficiente para me aperceber disso.

01/05/10

É mentira, é mentira, é mentira, sim senhor(a)!


O meu 1º de Maio não deve ter sido muito diferente do da maioria. Não fui para a rua festejar, nem "desfilei" numa manifestação. Foi um feriado normal ou, anormal na perspectiva de alguns.

A sensação com que fiquei pelo o que vi nas notícias é de que podemos barafustar, espernear, gritar, reinvindicar que ninguém nos ouve. Ou fingem não ouvir.

A classe que se diz dirigente política tem orelhas moucas e pés de lã. Só ouvem e fazem o que lhes convém e fazem-no de mansinho, tão levemente que quando damos por isso lá estão eles mais uma vez a quebrar promessas feitas.

Mentirosos? A maior parte das vezes sim. São é peritos em "falar a verdade a mentir", que é como quem diz que são uns grandes aldrabões e que arranjam maneira de se safar (quase) sempre. Garrett já o sabia, muito antes dele já outros sabiam. Todos nós sabemos e todos nós compactuámos.

Haverá maneira de barafustar, espernear, gritar, reinvindicar e sermos ouvidos? Quando isso acontecer para valer, sem ser num faz-de-conta, alguém me avise porque lá estarei.