18/06/11

Tempo, que me dizes tu a um dia dares a cara?


Tem dias que não são dias
Outros que parecem uma eternidade
Tantos dias parecem segundos
Alguns passam por nós como sombras
Há dias que não nos pertencem, todos são assim.

Certo é que nós passamos pelo tempo.

16/06/11

Mais um vestido


Hoje, dia ensolarado e pleno de raiozinhos de sol, vesti-me de amarelo. Mais exatamente assim como podem ver na imagem abaixo.

Vesti-me de amarelo a ver se o sol se compadece de mim e faz-me o favor de me dar algum bronzeado, ou não, que eu não ligo nada a essas coisas. E ser branquela é o que está dar, pelo menos para mim que não tenho outro remédio senão ser branquela e resigno-me a apanhar um escaldão de cada vez que ponho o pêlo, que se parece com pele, de fora.

Há quem não goste de amarelo, há quem adore o amarelo, há quem nem lhe faça a mínima comichão esta questão. E há aqueles como eu que não são preconceituosos com as cores. Hoje amarelo, amanhã rosa-choque quiçá. Não me ponham é determinadas tonalidades de roxo à frente que eu não simpatizo muito. Pronto, já sei o que pensam. Mas sabem? Vi agora nas notícias e diziam que num estudo recente descobriram que o roxo não é uma côr, logo safei-me de boa (eu e a minha imaginação!).

Pronto, imaginação e brincadeiras à parte, vou mas é absorver mais um pouco de sol. Amarelo é o sol, amarelo é o meu vestido... Lá lá lá. Ai que já oiço os pássaros como música de fundo (risos)!

07/06/11

Música que mexe os cordelinhos do coração

(Ler ao som de Beethoven)


O tempo passa

O coração sente

As mãos envelhecem

A mente desmente.

Se tudo se foi

Porque não ficas só um pouco?

De repente,

Jardins irrompem janelas dentro

Pássaros cantam belas notas

Lagos borbulham

Crianças neles se banham.

Numa reviravolta,

Daquelas do destino,

Tudo se desmorona

Nada se compõe

Sinal para começar de novo.

De novo a paz

O amor

E a vida.


O poema é curto (nem título lhe dei, deixo isso ao vosso critério) mas a melodia permanece. É tudo o que interessa.


05/06/11

Eleições, filmes... E tudo o vento levou?


Depois de ter ido votar sentei-me para ver o filme E tudo o vento levou (Coincidência ou pura ironia do destino?).

Que o filme é estupidamente longo, isso é. Não desanimem logo nas primeiras duas horas.
Que o filme acaba mal, lá isso acaba. Nem tudo tem um final feliz, pronto.
Que não nos aborrece, isso não. A não ser que estejam com uma dor de cabeça gigantesca.
Que Clark Gable e Vivien Leigh têm uma beleza hipnotizante, disso não há dúvidas. Charme para dar e, talvez, vender.
Que tudo se desmorona, ai, isso sim (atentem no título do filme). O filme parece um daqueles gráficos demográficos, cheio de altos e baixos.

Mas lá que vale a pena vê-lo, isso sim. É de uma intemporalidade e audácia incríveis. Um clássico, portanto.

03/06/11

Todos temos rebanhos mas nem todos chegamos a pastores

"Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos 
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos 
E com as mãos e os pés 
E com o nariz e a boca.  
Pensar numa flor é vê-la e cheirá-la 
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.  
Por isso quando num dia de calor 
Me sinto triste de gozá-lo tanto,
E me deito ao comprido na erva, 
E fecho os olhos quentes, 
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade, 
Sei da verdade e sou feliz."     
                         
Alberto Caeiro

02/06/11

1º abanão do dia


A minha música do dia, e arrisco-me a dizer de todos os dias, é de Brigitte Bardot (a mulher fazia de tudo!) que dispensa apresentações, certo? Certo. Refiro-me à musa que a canta quanto à música não sei se a conhecem mas faz-me sorrir e abanar-me toda da cabeça aos pés, assim tipo pinguim. Sim, não se ponham a imaginar que danço bem, não, eu abano-me como posso, ou seja mal.

Agora toca a abanar! Com(o) esta menina .

Et moi? Moi je joue!

30/05/11

Eles não sabem mas fizeram-me muito feliz


Como resumir a palavra felicidade numa só imagem?

Apanhar Valter Hugo Mãe, Mário Zambujal e José Luís Peixoto na mesma foto, na mesma sala e a ter conversas de "Bons Malandros" (clicar aqui para ver outras fotos e resumo da conversa). E, claro, Diana Pimentel, fantástica professora, que dinamizou a conversa da melhor forma possível.
E, pronto, comigo é fácil fazerem-me feliz. Se eu pudesse atracava um pouco de mim a cada um deles e lá ia eu ser feliz para sempre, ou quase. Assim como assim tenho sempre os livros. Os livros de cada um destes escritores que são bocadinhos deles que posso atracar a mim.