20/11/09

Até que a voz me doa ( e não é que doi?!)

Estou rouca, rouquíssima de maneiras que pouco ou nada falo... então imaginem o meu desespero e a magnitude dos meus diálogos interiores quando confrontada em situações como aquela que passo a descrever:


Ao telefone

a minha mãe : Tás melhor?

eu: simmmmm

a mãe: Já comeste?

Nem me dá tempo para respirar e já atira com outras perguntas!

a mãe: Os manos tão em casa? Eles já almoçaram?

eu: Já e não sei se já chegaram e/ ou almoçaram...

mãe: Não tás em casa? Não apanhes frio podes ficar pior!!

eu (rouquíssima): Não se preocupe...

mãe: Se calhar vai ser melhor ires ao médico...

eu: ...silêncio...

mãe (que já tinha percebido que a minha paciência estava por um fio): mas se não passar vais!

Resumindo: as mães, com as suas mil e uma preocupações para com os filhos, esquecem-se de que nós (às vezes) não temos paciência nenhuma para os seus conselhos (já os sabemos de cor!). A verdade é que elas têm sempre razão mas às vezes, e só às vezes, não me apetece ter que a ouvir imparavelmente.

Isto de não poder falar é mesmo chato, deixa-me deprimida, de maneira que vocês levam comigo porque as minhas mãozinhas estão em perfeitas condições e o meu raciocínio também! As cordas vocais é que estão a precisar de ser oleadas mas isso é coisa para melhorar em mais uns dias... ou então a minha mãe arrasta-me até ao médico mais próximo!

xoxo

18/11/09

Palavras quero-as para quê?!

Quando as palavras
não dizem o que somos...
Eis que Annie Leibovitz com as suas magníficas fotos nos mostra o poder de um olhar, de um abraço, de um gesticular... o poder de poder ser mais do que palavras, ser algo que permanece, uma essência que não escurece.

Portugal no Mundial (até rima!)

E é GOOOOLOOOO!


Pronto estamos no Mundial, rumo a África para derrotar meio mundo e sermos finalmente campeões do Mundo! Ok estou a ser demasiado optimista e a deambular pelo mundo dos sonhos mas isso não tem mal, pois não?!

Posso ser um pouco mais razoável e dizer que ficamos com o segundo lugar que ao que parece já nos corre na alma (relembre-se o Euro 2004) desde que não seja a Grécia a ficar em primeiro tá-se bem! Bom, bom era eliminar o 1º lugar e o 2º passava a ser o primeiro!

E por falar em sonhos destruímos as intenções (irreais) da Bósnia, que pena... nem por isso! Para gente ignorante que vaia enquanto se canta o hino da equipa adversária e que atiram objectos voadores identificáveis em cheio na cabeça do árbitro tiveram o que mereciam!


E três vivas para Portugal e já agora também para mim que também mereço depois do dia de hoje... ohoh se mereço!

xoxo

17/11/09

De novo por cá!

Voltei!

Pois é este fim-de-semana andei por aqui ...



Vi (ao vivo!) o jogo Portugal- Bósnia e que espectacular que foi! Estou um pouco rouca vá-se lá saber porquê! Era demasiada emoção à flor da pele e como sempre devem ter-me escapado um ou dois "piiissss"... então nos últimos minutos do jogo nem se fala! Vá-la que ganhamos 1-0 senão tinha sido bem pior a minha diarreia verbal!
Normalmente não sou assim malcriadita só quando vejo jogos da Selecção ou quando estou a tomar um belo de um duche quente e pimba levo com água fria... e em mais duas ou quatro situações, sim porque para santa só me falta a auréola!


... e por outros cantinhos de Lisboa.


Por dois dias fui uma turista em Lisboa e adorei tudo o que vi, sendo que ficou muita coisa por ver. Devo dizer, também, que cheguei estafada... isto de visitas-relâmpago cansa!

Eis as minhas pérolas Avulso durante a viagem:

Maiores agradáveis surpresas: O Chiado , lindo à noite, sim , porque de dia não vi;
O Mosteiro dos Jerónimos, de arrepiar mesmo, pleno de cultura;
A Torre de Belém que tem umas vistas fantásticas e umas escadinhas terríveis apinhadas de gente;
O Oceanário lindo e tão relaxante e, sim , apeteceu-me mergulhar com os pinguins hehe (brincadeirinha, estava um gelo brrrrr);
E claro o estádio do Glorioso, do meu Benfica, que é espectacular e que estava mesmo cheio de gente e que iluminou as cabecinhas dos nossos jogadores pelo menos a maior parte do jogo, ou não fosse ele o Estádio da Luz!

Maior medo: Ter que atravessar aquela rotunda imensa do Marquês de Pombal para tirar umas fotos de recordação e depois não querer sair de lá com medo de ser atropelada... ainda pensei em lá acampar mas isso era capaz de ainda ser mais perigoso!

Maior arrependimento: Não ter levado umas duas malas vazias e tomado de assalto o Colombo... ficaram umas roupitas, umas 500 botas lindas, umas bijus estupendas na mira! E de não ter devorado os pastéis de Belém por falta de tempo e paciência para procurar a pastelaria!


E foi por causa de tudo isto e depois de tudo isto que quando cheguei a casa dormi o resto do Domingo e ainda fiz uma soneca durante a tarde na segunda... andei a pé que me fartei e de metro, quis ver tudo e mais alguma coisa e deu no que deu! O resultado foi uma grande soneira, uma porrada de fotos e alguns dos momentos mais maravilhosos da minha vida!

xoxo

12/11/09

Vou dar um descanso ao blog (e a mim mesma) e só volto no domingo... até lá deixo-vos com uma das muitas "estórias" de Tim Burton pertencente a este livro (ver último post).

É um regresso ao mundo onírico da nossa infância, ao sorriso inocente... um regresso ao inesperado, ao humor sinistro, às "estórias" invulgares que nos inundavam a imaginação mas que com o tempo e o crescimento do sentido de seriadade esquecemo-nos de que nem sempre os nosssos heróis são belos e fortes têm também corpos deformados e hábitos invulgares.

É um mundo sinistro, um mundo cruel este que nos descreve Tim Burton em que as suas personagens esforçam-se por ser amadas. É um mundo que também é o nosso.

Leiam então uma das estórias que estão aqui transcritas Roy, o Rapaz Pesticida

Ver aqui: http://soavulso.blogspot.com/2009/11/roy-o-rapaz-pesticida-chamavamos-lhe.html

xoxo

O maravilhoso imaginário de Tim Burton

Ou aqui:

Roy, o Rapaz Pesticida

Chamávamos-lhe Roy,

Nós que sabíamos da sua vida.

Por outros era conhecido como o Rapaz Pesticida.

Gostava de amianto e amoníaco,

e muito fumo de cigarro.

Só de o seu ar inspirar

daria para sufocar!

O seu brinquedo preferido

era laca de cabeleireiro;

sentava-se calmamente,

vaporizando o dia inteiro.

Nas manhãs de geada,

metia-se na garagem

e escondia-se lá atrás,

à espera que arrancasse o carro

com uma lufada de gás.

Quando Roy se pôs a brincar

com cloreto de sódio,

foi a única vez na vida

que o vi chorar.

Um dia puseram-no no jardim

para apanhar ar puro.

Roy ficou branco como cal

e completamente duro.

O último estertor da sua vida

foi penoso para o pesticida.

Quem diria que se morria

por causa da luz do dia?

A alma de Roy voou para o céu

deixando o corpo ao abandono.

E todos rezámos em silêncio

quando o vimos furar o ozono.

in A morte melancólica do Rapaz Ostra e outras estórias de Tim Burton

11/11/09

Sócrates- O monstro das bolachas e Cavaco- O poupas


O Poupas, o Monstro das bolachas, o Egas e o Becas fazem 20 aninhos, pelo menos em Portugal porque lá nos states já existem há 40 anos (ufa, são muitos anos em cima das costas)!

Dizem (e com razão) que estamos atrasados em muita coisa e o Rua Sésamo não podia ser excepção... 20 anos sem ter o programa deixou-nos... pronto deixou-nos assim. E passo a explicar o "assim":

Os nossos representantes, nomeadamente o nosso Primeiríssimo Ministro José Sócrates (que até tem um sobrenome de um filósofo inteligente, mas que é muito digamos burrinho) e o nosso Excelentíssimo Presidente da República Cavaco Silva (Cavaquinho pos amigos) ficaram extremamente afectados pela falta do Rua Sésamo na sua infância, sim porque os meninos já têm mais de 40, então só assistiram ao dito pograma pelos seus 20, 30 e nessa altura já não surtiu nenhum efeito pedagógico. Por consequência decidiram ir para a política (foi mesmo fatal) em vez de serem astronautas e passarem mais tempo fora do planeta Terra do que cá dentro a nos atazanar a vida.

Como vêem o atraso de 20 anos de Rua Sésamo em Portugal provocou-nos danos irreversíveis e agora temos de levar com estas duas pessoas e mais a sua comitiva. Agora possso dizer que ambos têm semelhanças com os nossos amiguinhos de infância. O Sócrates é deveras parecido com o Monstro das Bolochas - papa-nos tudo o que puder (bolachas incluído); o Cavaco é o Poupas - fala, fala, fala e nunca o vejo a fazer nada (pois claro que fico chateada/ ficamos chateados).

Dito isto regresso à minha normal paz de espírito e acho que vou ver um ou dois episódios do Rua Sésamo ... bateu uma saudadinha...

xoxo