Estou rouca, rouquíssima de maneiras que pouco ou nada falo... então imaginem o meu desespero e a magnitude dos meus diálogos interiores quando confrontada em situações como aquela que passo a descrever:Ao telefone
a minha mãe : Tás melhor?
eu: simmmmm
a mãe: Já comeste?
Nem me dá tempo para respirar e já atira com outras perguntas!
a mãe: Os manos tão em casa? Eles já almoçaram?
eu: Já e não sei se já chegaram e/ ou almoçaram...
mãe: Não tás em casa? Não apanhes frio podes ficar pior!!
eu (rouquíssima): Não se preocupe...
mãe: Se calhar vai ser melhor ires ao médico...
eu: ...silêncio...
mãe (que já tinha percebido que a minha paciência estava por um fio): mas se não passar vais!
Resumindo: as mães, com as suas mil e uma preocupações para com os filhos, esquecem-se de que nós (às vezes) não temos paciência nenhuma para os seus conselhos (já os sabemos de cor!). A verdade é que elas têm sempre razão mas às vezes, e só às vezes, não me apetece ter que a ouvir imparavelmente.
Isto de não poder falar é mesmo chato, deixa-me deprimida, de maneira que vocês levam comigo porque as minhas mãozinhas estão em perfeitas condições e o meu raciocínio também! As cordas vocais é que estão a precisar de ser oleadas mas isso é coisa para melhorar em mais uns dias... ou então a minha mãe arrasta-me até ao médico mais próximo!
xoxo




