26/08/10

Fon fon fon... fui ver os Deolinda...fon fon fon



E não é que ver Deolinda ao vivo é muito mas mesmo muito bom?! Comprovei isso mesmo este fim-de-semana passado no sábado e não mais tirei as músicas da minha cabeça. Dou por mim a cantarolar e por conseguinte muita gente me manda calar, não porque a música é má mas porque a cantora (que sou eu) é um tanto ou quanto desafinada.
Contudo, dilemas aparte, adorei tudo. Desde a interacção com o público (fantástica Ana Bacalhau que é tão expressiva!), a maneira como o grupo apresentou-se, o vestuário dos mesmos, os instrumentos musicais, a escolha do repertório, as introduções a cada "conto musical"... Pronto. Estão a ver como fiquei. Maravilhada e apaixonada. Ansiosa por ouvi-los de novo.

24/08/10

E é isto que quero dizer hoje:

Que a vida é bela nós já o sabemos. A vida é bela quando nos dá coisas boas. A vida também é bela quando nos prega partidas e, normalmente, só nos apercebemos da sua beleza depois de ultrapassar o problema porque, até lá, é tudo uma grande merda.

Ou seja, como seres mentecaptos que somos às vezes, só vemos o lado bom da vida quando estamos bem e quando estamos mal tudo é um grande tragédia grega. Se neste momento exacto ela não é bela para alguns de nós, para outros ela está a ser fantástica e pode ser que daqui a uns tempos, dias ou horas a situação seja invertida.

E que tal ouvirem esta música? Pode ser que vos anime ou... desanime, quem sabe?!

20/08/10

Até as pedras da calçada choram (agora imaginem eu!)

Modus Operandi desde as 19h e qualquer coisa de hoje: Pinga Amor.

É o que dá ver um fantasma. Daqueles fofinhos. Ghost.


Porquê? Porquê que estas histórias de amor são sempre tão trágicas? Porquê que têm que ter sempre estas músicas que nos fazem chorar baba e ranho?!
Epá vou ali enfiar a cabeça na fronha e ser assim lamechas para longe daqui!

18/08/10

Ter medo nem sempre me mete medo...


Eu queria fazer um cruzeiro. Depois vi um filme inteirinho sobre um tal de Titanic que se afundou e ainda um programa inteiro que elucidou-me de que isso já aconteceu mais umas quantas vezes na história da navegação marítima. Portanto toda a minha ideia inicial meteu água. Comecei a pensar nas alturas.

Com a cabeça no ar pensei em aviões. Depois aconteceu uma série de atentados terroristas num tal de 11 de Setembro. O pior é que esses aviões não iam vazios (mais que não fosse tinham que ter os pilotos) e tinham pessoas que foram arremessadas contra torres. E dentro das torres tinha mais gente. E fora também. Ainda tive a pouca sorte de ver outras tantas quedas ao longo dos anos porque os media fazem-nos o favor de nos manter informados sobretudo sobre as coisas más. Assim sendo, toda esta ideia voou para bem longe.

Pensei em metros. Comboios. Camionetas. Ligeiros. Bicicletas. Mais acidentes e, por consequência, mais mortos e muitos feridos graves.

Conclusão: Quando chega ao momento da verdade, ou seja, marcar as férias, esquecia-me disso tudo num instante. São números que me fazem pensar nas probabilidades. Probabilidades são só isso mesmo. Podem acontecer ou não. Porém, a verdade é que, e aqui entre nós, esses pensamentos aterradores aparecem sempre minutos antes de entrar na maior parte desses meios de transporte e desaparecem milagrosamente logo que chego ao lugar de destino.

17/08/10

Intemporal é...

Quando procuro inspiraçao refugio-me na arte. Quando procurei por beleza encontrei no século XVIII parte da sua essência no Rococó.
Uma aparente futilidade parece ser o pano de fundo dos quadros mas é apenas um truque onde se esconde o sentimento e emoção que sobrepõem-se à razão. Harmonia, suavidade, beleza etérea, descontracção, elegância sofisticada... Paira sobre estes quadros uma beleza teatral mas ainda assim idílica. Neles há a consciência do paraíso perdido daí a teima em fazer perdurar o que é fantasticamente belo.


Olhem bem para estas imagens...





E decerto perceberam que ainda hoje influenciam grande parte do imaginário dos grandes, médios e pequenos criadores. Ditam tendências, pensamentos e formas de estar. A moda é uma grande prova disso. E o que faz a moda senão fazer com que se sobreponha o sentimento e emoção sobre a razão? Se a própria roupa é feita com emoção tal qual numa pintura?!

Como exemplo temos o desfile de alta costura- Primavera 2010- da Chanel. Tudo o que vimos nas imagens anteriores repete-se nestas roupas/ peças de arte de forma espantosa e muito actual. Claro que ninguém vai andar assim no dia-a-dia. Alta-costura é arte. É beleza e minuciosidade. É feita para ser apreciada quer no corpo de uma modelo ou de uma celebridade, quer na páginas de uma revista. Não pode é estar num cabide porque morreria. Porque se alta-costura é arte então é vida e a vida precisa de movimento e de calor.

















Os tons pastel, marca tão evidente no Rococó, não podiam faltar e, segundo Edmund Burke: "As cores que melhor se combinam com a beleza são os tons suaves de todos os géneros: um verde-ligeiro, um azul-suave, um branco-fraco, vermelhos-rosados e violetas." e eu não podia concordar mais.
Todas estas são provas irrefutáveis, se dúvidas existisse, de que os elementos que tornam algo belo são intemporais. Tanto se repetem no século XVIII como no século XXI. A verdadeira beleza é intemporal. Inspira pessoas de todas as idades e estatutos. Sentir e ver o belo num objecto, numa escultura, num quadro, numa peça de roupa faz-nos sonhar. Faz-nos quase levitar. Faz-nos, verdadeiramente, esquecer a razão e seguir o coração.

13/08/10

É branco minha gente!

Um little white dress nunca fez mal a ninguém, pois não? Tão indispensável quanto o vestido preto, o branco no Verão faz milagres!

Oh mon Dieu! C`est chic, très chic! (isto é só para dizer que falo francês e, sim, o vestido faz lembrar um lençol enrolado ao corpo mas até que tem a sua graça, não acham?).

Muito feminino e elegante faz de nós autênticas princesas. Cadé a coroa?!


Bem arejado que é como se quer neste Verão. Sempre entra um arzinho...


Este é fantástico. Adoro-o. Quero-o só para mim. Tem tudo. Tem movimento, leveza, é arrojado q.b. e é agradavelmente diferente.


Para estes vestidos só precisamos de uma coisa. Ter um bronze. Não significa que tenham que ficar torradas de tanto sol, nem esturricadas. Basta terem o vosso corpo e face ligeiramente beijadas pelo sol que já é suficiente.
Já perceberam que não acho muita piada àqueles bronzes forçados em que parece que as pessoas foram cuspidas por um vulcão em erupção... Prefiro bronzeados mais naturais e menos forçados, adequados à pele de cada um.
Precisamos também de uma bela de uma sandália. Acessórios... poucos mas bons. E um grande sorriso. O resto? O resto são tretas.

12/08/10

Agora a expressão "beco sem saída"...

... ganhou um significado totalmente novo!
E agora, uma pessoa não sabe se ri, se chora (a rir)... Pelos sinais, e se tiver muito tempo livre, muito mesmo, montava tenda no meio da estrada até alguém se dar conta do erro. Senão, e porque o mais provável era ninguém sequer se importar com esse mero protesto, fazia inversão de marcha e seguia com a vidinha.
É caso para concluir que há caminhos que não nos levam a lado nenhum. E até nos deixam muito baralhados. Resta-nos fazer o caminho de regresso e começar tudo de novo, encontrar um caminho que nos leve a bom porto mesmo que isso implique ir pelo trajecto mais longo. Atalhos?! Deixo-os para os amadores.